Entenda como genética, melanina e envelhecimento definem o tom natural dos fios e veja como cuidar ou colorir com segurança usando ciência a seu favor.
Por que algumas pessoas nascem com fios escuros enquanto outras exibem tons loiros, ruivos ou intermediários? A cor do cabelo vem de uma combinação precisa entre genética, pigmentos e influências do tempo, um sistema biológico que atua silenciosamente em cada folículo.
Quando olhamos para um tom, vemos mais do que um fenômeno físico: vemos história familiar e adaptação ao ambiente.
Compreender a ciência por trás da cor do cabelo é entender como esses fatores se combinam para criar características únicas.
A cor dos cabelos é uma herança complexa. Diferentes segmentos do DNA regulam a quantidade e o tipo de pigmento produzido nos folículos, e esses genes atuam em conjunto, jamais de forma isolada.
A consequência é um espectro amplo de tons, que vai do preto profundo ao loiro claríssimo, passando por castanhos, ruivos e variações intermediárias.
Alguns genes exercem predominância sobre outros. É comum que variantes associadas a cabelos castanhos se expressem com mais frequência do que as relacionadas a tons muito claros.
Isso não significa que o loiro desaparece, e sim que precisa de combinações específicas para se manifestar.
Em famílias com grande diversidade genética, é possível que irmãos tenham cores de cabelo distintas, mesmo compartilhando boa parte do código hereditário.
Populações que viveram por muitos ciclos em regiões ensolaradas tendem a apresentar maior concentração de pigmentos escuros, uma resposta evolutiva que protegeu o couro cabeludo da radiação intensa.
Já grupos originados de áreas com menor incidência solar desenvolveram maior prevalência de tons claros. Essas características permaneceram ao longo das gerações e hoje se misturam nas sociedades contemporâneas, criando paletas de cores cada vez mais variadas.
O ruivo tem origem em alterações específicas no gene MC1R, envolvido na regulação dos tipos de melanina. Certas variantes desse gene elevam a predominância de pigmentos avermelhados, resultando nos tons característicos desse grupo.
Por ser uma mutação rara, estimada em pequena parcela da população global, o ruivo tende a se manifestar de maneira menos comum e muitas vezes atravessa gerações silenciosamente.
A cor dos fios não depende só dos genes, mas da forma como essas instruções orientam a produção dos pigmentos dentro do folículo.
O processo ocorre nos melanócitos, células especializadas que sintetizam melanina e a distribuem ao longo da fibra capilar conforme o cabelo cresce.
Eumelanina, responsável pelos tons escuros, varia de castanho a preto conforme sua concentração.
A feomelanina está associada aos reflexos dourados e avermelhados. Ela é predominante nos fios ruivos e aparece em menor proporção nos cabelos loiros, contribuindo para nuances mais quentes.
O equilíbrio entre essas duas melaninas define nuances específicas. Uma quantidade elevada de eumelanina produz cabelos escuros; já quando predominam pigmentos mais claros, surgem tons loiros e ruivos. A interação entre ambos produz castanhos variados, reflexos quentes ou frios e leves oscilações que tornam cada pessoa visualmente singular.
A síntese da melanina depende de uma cadeia de reações químicas regulada por enzimas como a tirosinase. Essas reações controlam a intensidade do pigmento e sua distribuição no fio. Mudanças genéticas, hormonais ou ambientais influenciam esse mecanismo, dando origem a variações sutis de cor ao longo da vida.
Mesmo que a genética estabeleça uma base, diversos fatores modulam a aparência ao longo dos anos. Entre os principais fatores estão:
Influências biológicas e hormonais: mudanças hormonais podem alterar temporariamente a atividade dos melanócitos. Puberdade, gestação e menopausa costumam provocar oscilações na intensidade do tom ou no modo como a luz reflete no fio. Certos medicamentos e condições de saúde também modificam o equilíbrio químico dentro do folículo, o que repercute na cor.
Impacto do envelhecimento: com o passar do tempo, a produção de melanina diminui. A fibra nasce progressivamente mais clara até perder totalmente o pigmento, originando os fios brancos. Esse processo ocorre em ritmos diferentes para cada pessoa, pois depende de predisposição genética e de como os melanócitos se mantêm ativos ao longo da vida.
Exposição solar e ambiente: a radiação ultravioleta degrada a melanina, clareando o fio aos poucos. O efeito se intensifica em cabelos já claros, que apresentam menor concentração de pigmentos escuros. Poluição, calor excessivo e umidade também interferem na estrutura da fibra e podem alterar o brilho e a percepção de cor.
Alimentação e condições gerais de saúde: deficiências nutricionais e quadros que afetam o metabolismo podem reduzir a vitalidade dos fios. Eles aparecem na opacidade, na mudança de reflexo e na sensação de desbotamento. Manter o corpo equilibrado favorece a estabilidade da pigmentação e sustenta o aspecto saudável.
Quando os fios recebem coloração, ocorre uma interação direta entre os pigmentos artificiais e a melanina presente na fibra.
A cutícula se abre suavemente durante o processo químico, permitindo que a fórmula alcance o interior do fio e preencha os espaços onde o pigmento natural atua. Esse encontro determina profundidade, durabilidade e luminosidade do novo tom.
Abaixo, apresentamos os principais componentes presentes nas colorações modernas, suas funções na fibra capilar e o impacto direto na experiência de cor:
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Componente presente nas colorações |
Função na fibra |
Impacto na experiência de cor |
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Aminoácidos e proteínas vegetais |
sustentam a integridade interna do fio durante o processo químico |
deixam a textura mais uniforme, favorecendo fixação e estabilidade da cor |
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Óleos nutritivos como argan, oliva, girassol, macadâmia, jojoba, coco e abacate |
envolvem e protegem a cutícula |
reduzem ressecamento, ampliam brilho e ajudam na maciez após a coloração |
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Antioxidantes e vitaminas |
ajudam a preservar a estrutura dos pigmentos |
prolongam a vivacidade do tom e evitam o aspecto apagado ao longo das lavagens |
As linhas da Beautycolor utilizam princípios semelhantes, com formulações que reúnem óleos nutritivos, proteínas, aminoácidos e antioxidantes em diferentes combinações. Isso sustenta o processo de cor e tratamento de maneira simultânea, respeitando a sensibilidade dos fios e ampliando o resultado visual.
O aparecimento dos fios brancos segue um percurso natural. Com o passar dos anos, os melanócitos reduzem gradualmente sua atividade e passam a produzir menos pigmento.
Quando a síntese se encerra, o cabelo nasce totalmente despigmentado. O ritmo dessa mudança varia entre indivíduos e costuma refletir predisposições familiares, condições de saúde e estilo de vida.
Há quem escolha preservar o tom original com coloração e há quem prefira assumir a nuance prateada. Ambas as escolhas expressam identidade e revelam como cada pessoa lida com sua própria imagem. O importante é que o cuidado com os fios acompanhe essa fase, mantendo hidratação, brilho e conforto no dia a dia.
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