Qual oxidante usar? Entenda a diferença entre 10, 20, 30 e 40 volumes e aprenda a escolher o ideal para clarear ou escurecer o cabelo sem danificar.
Você escolhe a cor, separa o kit e, na hora de misturar, surge a dúvida: qual volume usar? Essa decisão influencia diretamente o quanto o fio vai abrir, como a cor irá fixar e até o nível de desgaste, especialmente nas pontas.
Em casa, o caminho mais seguro é cruzar seu objetivo com o histórico dos fios. Volumes mais baixos tendem a depositar e uniformizar. Volumes mais altos aumentam a abertura e clareiam mais, mas também elevam o risco de ressecamento e manchas, principalmente quando o comprimento já tem química.
O número indica a força do peróxido de hidrogênio na mistura. Quanto maior o volume, maior o potencial de abrir a cutícula e promover clareamento.
Contudo, é importante lembrar: “mais forte” não significa necessariamente “melhor resultado”. Fatores como a base natural do cabelo, presença de colorações anteriores e nível de porosidade podem influenciar o efeito final, já que cada cabelo reage de uma forma única.
É justamente por conta dessas variáveis que entender o básico de colorimetria ajuda a explicar por que a mesma coloração se comporta de maneira diferente em cabelos distintos, principalmente em bases escuras ou com pigmentos acumulados.
Mais voltado a depósito e realce, com menor impacto nos fios. Em geral, não é a escolha para clarear.
Equilibra fixação e abertura leve. É comum em coloração permanente e cobertura mais consistente, com boa saturação e tempo certo.
Abertura mais forte. Clareia mais, mas cobra mais do comprimento. Em cabelo poroso, a raiz pode abrir mais rápido do que as pontas.
Potência máxima entre os volumes mais usados. Em casa, é o que pede mais cautela, pela margem de erro menor e pelo risco maior de ressecamento e quebra.
Para esse objetivo, 10 volumes é a escolha indicada. Volumes altos raramente são necessários. O segredo é uma aplicação bem distribuída, mecha a mecha, sem ultrapassar o tempo de pausa do fabricante.
A cobertura depende da quantidade de brancos, da nuance e da saturação. O oxidante de 20 volumes é a recomendação ideal, e o ajuste fino fica por conta da cor e da técnica de aplicação.
Para subir um ou dois tons, use 20 ou 30 volumes. Como não é “clarear do zero”, se já existir pigmento nos fios, o fundo pode variar. Manchas costumam ser reflexo de base incompatível, porosidade ou tempo incorreto.
Geralmente exige 30 ou 40 volumes, mas a principal pergunta é: “os fios aguentam?”. Se o comprimento estiver frágil, esse volume alto pode causar quebra. Fazer o teste de mecha e dividir o cabelo previne sustos.
O tempo faz diferença. Se o produto ficar além do indicado, os fios sofrem mais e a cor pode perder brilho. A porosidade também influencia: enquanto a raiz reage de um jeito, as pontas podem responder de outro. E se a aplicação for demorada, partes do cabelo ficam com tempos de ação diferentes, aumentando o risco de manchas.
Se os fios já embaraçam excessivamente no banho, apresentam pontas ásperas e quebra ao pentear, evite volumes altos de oxidantes. Outro alerta é quando o comprimento “suga” o produto rapidamente, mas fica com aspecto rígido após secar. Nesses cenários, focar na uniformidade e no brilho é mais seguro do que buscar um clareamento rápido.
Na dúvida, pense na regra do depósito vs. clareamento: para uniformizar e manter a saúde dos fios, opte por volumes menores. Para abrir o tom, escolha um volume mais alto, mas redobre os cuidados com o tempo de pausa e a porosidade. O oxidante deve ser visto como parte da estratégia, não como uma “força bruta” para resolver tudo.
A prova de toque e o teste de mecha não são apenas detalhes. A Anvisa (RDC 04) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforçam as advertências obrigatórias para tinturas, alertando sobre os riscos de alergia e sensibilização.
Faça a prova de toque respeitando o tempo do rótulo.
Realize o teste de mecha em uma área discreta.
Use recipientes não metálicos e luvas do início ao fim.
Siga a proporção exata do fabricante (nada de "olhômetro").
Use um relógio ou cronômetro para controlar o tempo.
Não aplique se o couro cabeludo estiver irritado ou lesionado.
Alguns deslizes na aplicação podem comprometer o resultado, um deles é aumentar o volume do oxidante para tentar alcançar o tom desejado em uma única etapa. Outro erro frequente é tratar a raiz virgem e o comprimento com química como se fossem iguais, eles reagem de formas diferentes..
Também é comum aplicar pouco produto, sem saturar bem as mechas, ou deixar tempos de pausa diferentes em cada área. E atenção: reaplicar a coloração em todo o comprimento sempre que for retocar a raiz, pode sobrecarregar as pontas, mesmo quando a cor ainda está vibrante .
O volume ideal é aquele que entrega o efeito desejado sem comprometer a saúde dos fios. Quando o seu objetivo, a base e a condição dos fios estão alinhados, a cor fica mais uniforme emais fácil de manter.
Na linha OX BeautyColor, as opções de 10, 20, 30 e 40 volumes oferecem desempenho estável , ajudando a manter precisão tanto a na mistura quanto na aplicação.